Hoje, depois de 20 dias com a perna engessada, comecei a andar e pensar denovo. Mas não é de agora que acho respeito necessário e aquém, no mundo. Hoje, fui ao ortopedista retirar o gesso da perna, estava super animado, tanto que nem dormi direito. Pois bem, logo ao chegar me chamou a atenção a clínica estar LOTADA, o que já é incomum. Várias pessoas com pernas e braços engessados, cabeças enfaixadas.. mas nisso tudo, o que mais me fez ficar cabreiro, foi um senhor vestido humildemente sentado numa das primeiras poltronas da sala de espera. Numa clínica razoavelmente cara, confesso que estranhei.
Pois bem, paguei minha língua. Ao chegar lá, estava com as moletas, e não tinha uma só pessoa que não estivesse com alguma parte do corpo inutilizada, também. E esse senhor, prontamente se levantou ao me ver chegar e não ter aonde me sentar, e disse: "meu jovem, sente-se aí, o meu problema é no braço, não tenho que ficar carregando peso e correndo o risco de cair e me desequilibrar, fica a vontade". Lógico que não aceitei, mas fiquei boqueaberto com a situação. Confesso que não esperava, ainda mais do homem o qual eu olhei com certo "WTF r' u doin' hr???"
Depois de convencê-lo a se sentar, perguntei o que havia o levado ali, com o braço e pescoço engessados, a cabeça enfaixada e o olho esquerdo roxo. Sinceramente, era deprimente ver aquele senhor naquele estado, ainda mais por que ele destoava dos pacientes que frequentam tal local. Foi quando ele me vem com a resposta mais "cruel" que ouvi ultimamente. "Foi um rapaz, moço. Me viu no ponto de ônibus com 20 reais que eu tinha, os únicos pra eu pegar 3 ônibus ainda, e jantar, afinal nem tinha almoçado. Por conta disso, de 20 reais, estou aqui desse jeito." Mermão, achei aquilo sujo, baixo, nojento; realmente cruel.
Cara, meus problemas desapareceram. Não havia mais dificuldade em tomar banho, nem preguiça de me levantar, muito menos a de me locomover. O que aconteceu com a minha perna, foi culpa minha, problema meu. Ao passo que o do Sr., foi culpa de um idiota filho da puta, que sacaneou um senhor de idade, deixando pra ele somente o problema. Meu, por causa de 20 reais, porra? Não achei justo.
Estava assistindo a novela, e reparei uma coisa. Vocês viram que na nova novela das 8, o senhor de idade do Brasil, é tratado pelos filhos como um móvel antigo, enquanto o mais velho da família na índia, é que rege as leis da casa? Tudo o que os outros membros da família querem fazer depende da aprovação dele. Viram isso? Reparem! Meu, isso é respeito!!
Hoje aprendi uma lição MUITO valiosa. Existem problemas maiores que os outros, e algumas pessoas as quais tem esses piores, conseguem encara-los, sorrir para o próximo, e oferecer seu lugar a desconhecidos que acham que o probleminha que eles mesmos causaram a si próprios, farão o mundo acabar. Respeito, é o que falta.
Oi, Iemanjá. Santa Bárbara ou Iaçanã, também. Não sei como você prefere ser chamada, e acho que você deve ter conflito de personalidade pra ter tantos nomes. Nunca fiz pedidos de Ano Novo pra um mar, imaginando estar falando com alguém. Sinceramente, já é 00:30 e eu tenho certeza que estou bêbado. A Praia já esvaziou e o pessoal está lá em cima no apartamento, me olhando e rindo dessa situação. Tem um carinha gostoso aqui do lado, e não posso nem flertar com ele, por que além de me desconcentrar aqui na minha "oração", ainda faria com que eu me atrasasse para viajar. Aliás, não posso demorar por aqui, pois tenho que estar no aeroporto em 4h e 30 min pra ver o resto da minha família.
Sejamos diretos: Eu preciso emagrecer! Arrumar um namorado, um emprego e (mais) uma plástica também é uma idéia simpática. Aliás, resolvi que vou fazer a dieta do Cigarro e da Água, e como estou aqui no mar mesmo, vou tomar um pouco dessas ondas pra te provar que estou realmente engajado e mereço ter a graça alcançada! Tudo bem que é salgadinha, e sal não está na dieta, mas como somos amigos, vale o esforço.
Assim, voltando aos pedidos, além de emagrecer, eu preciso ficar forte. Se você tiver o telefone de alguém que vende bomba, será que você pode me dar um sinal? Olha, eu trouxe flores, uma garrafa de Whisky 12 anos e.. ainda bebi um pouco de você! Aliás, do mar. Você é o mar, então eu bebi você. Portanto, nós agora somos um só! Devemos nos ajudar então, né? Que tal beber um gole de Whisky pra comemorar? ( Bebo um pouco, e jogo um pouco no mar.. em você, whatever. )
Enfim, te dei algo pra beber e pra cheirar, bebida e flor. Espero humildemente resposta para os meus pedidos, e só te digo que: dependendo do que você me responder, em 2009 vai ter muito pee in sea pra você!
*Tenho Muito orgulho de ter aprendido a aumentar a letra aqui do blog, e ainda conseguir reproduzir meu momento de chat line com Iemanjá!
Adoro socializar, tenho dificuldade em me relacionar e preciso me tratar. Tenho certeza! Cara, esse post vai ser bem "sofá da Hebe". Preciso compartilhar com alguém - mesmo que comigo - o que tem acontecido nessa minha vida sexo-sentimental. Vou falar de um caso específico, que há três meses me faz dormir com o telefone do lado.
Sabe quele tipo de cara bonito, charmoso, articulado, inteligente, bem sucedido, bem relacionado, querido, simpático e acessível? Quase um mito! Tipo lenda urbana, sabe? Então, conheci um desses. Formado, mais velho, emprego legal, mora relativamente perto, foi o que eu esperava em relação se fazer dosponível.. era casado, lógico! Casado com outro cara, mora junto há anos, e se mudaram juntos de cidade para continuar se amando. Ótimo pra eles.
O que aconteceu? Lógico que tentei ser o mais casual possível, não me envolver e mostrar que a minha vida continuaria a mesma com ou sem ele. Mesmo ele mandando mensagens de texto o dia inteiro, scraps e depoimentos, surpresas inimagináveis e inéditas - apesar de eu odiá-las -, além de ligações diárias e lindas. Nós aqui de casa, temos um apartamento na cidade aonde ele mora, e ele ainda mantém um aqui em Brasília, portando a ponte aérea era mais fácil tanto pra mim, quanto pra ele. Foram uns 9 fins de semana de "escapadas" e programas deliciosos. Eu me apaixonei. E aí?
E aí eu não quero continuar a história. Boa Noite!
Ps* Odeio férias, todo mundo lembra, né? Esse é um dos motivos! Tempo ocioso pra lembrar desses caras e engordar por precisar de uma barra de chocolate pra relaxar.
Dedico o dia e o post de hoje, a um grande amigo. Com tanta violência, tanta tragédia, fico me perguntando: Não basta o que está acontecendo? As pessoas tem que procurar mais formas de sofrer? Mais jeitos pra morrer?
Acompanhei uma história dessas bem de perto. Um grande amigo, transou barebacking com um cara que ele tinha conhecido em uma balada de outra cidade. Pode ser normal pra você, assim como foi pra ele. A única diferença dessa transa em especial para as demais, foi a aquisição do vírus da Aids. Sim, a palavra é aquisição mesmo, afinal ele QUIS pegar a doença se sujeitando a transar sem camisinha com um cara que ele conheceu em uma festa.
Antiga conhecida dos gays: a Síndrome a Imunodeficiência Adquirida - SIDA, Aids, HIV, HIV+, Tia ou qualquer coisa que o valha, não é como um câncer, que surge não sei de onde, não sei como. É algo que você procura, se deixando infectar por vergonha ou comodismo. Pessoal, você ter Aids não significa que você não pode transar. O lance é ser honesto e dizer pra pessoa com quem você vai transar, que você tem o vírus, e que se usarem camisinha, ele não vai se proliferar, portando o sexo pode acontecer.
Cara, isso é cidadania, sabe? Eu acho muito contraditório as pessoas ficarem chocadas com serial killers, ou com tragédias como El Niño e o Furacão Katrina, bem como Tsunamis e as chuvas de Santa Catarina. E a Aids? Quantas pessoas morrem de infecção hospitalar e gripe, em conseqüencia da Aids lhes deixar com baixa imunidade? Estive pensando seriamente nesse assunto de sinceridade pré-sexo. Nunca, ninguém com quem eu já transei me disse que tinha Aids. Porém, em todas as vezes eu usei camisinha. Portanto, algum deles poderia até ter a doença, só que ela não se espalha, entende? Se você não quer ser honesto com o seu parceiro, seja consigo. Use camisinha, pois a única saída, é se previnir.
Eu não sei porquê, mas não quero casar nem ser velho. Nem ter filhos, nem ser sozinho. Acho que não são todas as pessoas que querem ter uma história longa, sabe? Penso muito em poder estar junto com alguém por um tempo legal, respeitando e amando; mas não sei se essa união resistiria a época dos "porquês" de crianças novas que querem saber de tudo, inclusive o porque de ela ter dois pais/mães. Imagina? Ter que explicar tudo o que todo mundo tem que explicar pros filhos, e ainda ter o plus de dizer que duas pessoas do mesmo sexo podem se amar, - pisando em ovos - sem influenciar na criação e na condição/opção da criança. Conseguir passar uma mensagem que muitos adultos não entendem, a uma criança que além de aceitar terá que conviver com uma situação sem que isso a "afete".
Pra mim, algumas pessoas vieram com a condição homossexual, enquanto outras realmente fizeram uma escolha. Por exemplo: Eu sempre gostei de homem, e sei disso. Já namorei garotas; pensando em garotos. Enquando alguns amigos meus, héteros convictos, já tiveram experiências gays e me contaram em prantos ou aos risos em momentos em que a cerveja fala mais alto do que qualquer coisa. Alguns levaram isso adiante, outros não. Homossexualismo não se pega no ar, mas não tenho certeza sobre o que uma influência pode fazer.
Enfim, não sei se é por medo - mentira, eu sei que é - mas eu não gostaria de ser questionado por alguém que eu sustento, dou carinho, amor, atenção e oportunidade sobre a minha sexualidade, e ainda correr o risco de tê-la sendo repudiada. Acho que pra mim, não valeria a pena. Mas pra algumas pessoas, com certeza vale. É o que vamos ver nesse vídeo.
Segunda-feira em mês de férias é como um domingo em "época-ocupacional", pra mim. Não tenho aquela sensação horrível de estar começando mais uma semana exaustiva; nada de faculdade, nem correria de trabalhos ou provas, sem colegas indesejáveis querendo ajuda em matérias as quais todos - inclusive você - tem dificuldade. As faltas não importam mais, você pode estar aonde quiser e quando quiser, por que nenhum professor vai te reprovar por isso. Nada de revezamento de estudos com academia, dieta, amigos, chopes, danceterias e mais chopes rapidamente tomados para cumprir o horário estipulado pelos seus... compromissos!
Quando começam as férias, várias coisas mudam. Uma delas - a principal, eu diria - é a semana, que, fica totalmente vazia, com horários em demasia para compromissos em que os melhores tornam-se rapidamente menos freqüentes, e os piores tornam-se extremamente interessantes. Parto da velha frase: "para quem não tem nada, metade é mais que o dobro". Se não existe nenhum programa bom, os piores tornam-se irresistíveis.
Os amigos ficam um tempo em off, afinal considero ser normal a idéia de eu estar com a minha família, e o resto do mundo também. Talvez alguns amigos estejam com algum namorado novo, ou com seu velho cachorro de estimação. Talvez alguns poucos estejam refugiados em Ibiza, nas Maldivas ou em qualquer lugar aonde eu não posso estar se a minha família não estiver grudada em mim. Eu me lembro de já ter reclamado das férias e da família no post em que eu recomecei o blog, mas eu não aguento, tenho que falar mais, desabafar comigo e com vocês - amigos para os quais eu dei o link do blog - por que férias me isolam e família me suga, sabe?
De Fevereiro a Junho, Agosto a Novembro, fico me matando por uma sexta-feira completa. Muita cerveja, vários amigos, música boa, um sexo bacana, um papo legal, um filme bom, comida bem feita e muitas risadas. Um feriado então, faz eu me sentir um Semi-Deus, ainda mais daqueles que só existem em faculdades, e o resto do mundo continua com sua rotina, mas eu não! Adoro pensar em como é legal estar em companhia boa, em lugares diferentes, conversando, rindo, comendo, bebendo, fumando, beijando.. (nessa ordem), enquanto o mundo continua fluindo. É uma sensação de exclusividade, de poder. É interessante pensar em uma coisa que é, em tempos, tão normal, e em outros, tão desejada. Sextas-feiras, são desejadas e necessárias, porém em demasia tornam-se insuportáveis.
Penso que nas férias, poderia ter quantas sextas-feiras quizesse, bem como quantas segundas, quintas. Porém considero-as um domingo sem fim e graça. É frustrante pensar em como a mesma coisa se torna tão diferente a partir do momento em que se torna possível demais.
Sem dúvida é um dos melhores curtas que eu vi nesses últimos tempos. Brasileiríssimo, ele nos leva a pensar na vida. É sobre um casal de jovens gays, que namora há algum tempo, e decide partir pra algo mais sério. Porém, após a morte dos pais de um dos personagens, ele é obrigado a cuidar de seu irmão menor, e ponderar isso com seu namoro. É uma história linda e muito bem contada em seus 18 minutos de duração. Vale muito a pena!
Engraçado. Depois de anos a fio sem ter contato algum com blogs, me lembrei há poucos minutos de um endereço em especial. Um blog fantástico que eu lia. Logo me veio aquela sensação gostosa de estar dividindo idéias, pensamentos e fatos. Acabei de resolver que quero voltar pra esse mundo. Tentar denovo, sabe? Me pergunto se vai dar certo, com a certeza de que quero tentar.
Aproveitando esta época do ano, espero conseguir fazer minhas idéias circularem. Afinal, salvo excessões, todo mundo está com mais tempo disponível nas férias. Eu pelo menos, fico com muito tempo ocioso. Volto a ter muito contato com minha família e pouco com os amigos queridos, portanto é realmente difícil conversar sobre os assuntos pelos quais me interesso, afinal, não escolhi minha família, enquanto meus amigos...
A grosso modo, posso dizer que me abstenho socialmente de dezembro a fevereiro. Fico carente, pensativo demais, e preciso conversar com alguém - mesmo que comigo, em um blog -, para não ter a sensação de que vou explodir durante esses meses que não passam. Isso me intriga, porque todo mundo quer estar de férias, menos eu.
Nesse clima, me lembrei de um livro que eu li e acho muito propício para esse tema: "Como dizer MA-RA-VI-LHO-SA em Oito Línguas", que é um guia de viagem gay. Nele, várias expressões são traduzidas e têm sua pronúncia exemplificada. Porque, sejamos francos, muito mais importante do que perguntar como chegar à Torre Eiffel é saber falar "Todo mundo na Air France é gracinha como você?"
Com o livro, o turista gay não passará aperto e se divertirá muito, pois contando com expressões em alemão, japonês, italiano, francês, espanhol, inglês e russo, impossível não conseguir se dar bem em algum lugar do mundo. Das frases práticas como: "Existem bares gays nesta cidade?", "Eu quero comprar camisinhas" e "Eu sou gay", às absolutamente incríveis, tipo: "Mona, se você vai tentar fazer playback, aprenda pelo menos a letra", "Ela é o tipo de tia velha que acaba com a reputação da classe" e "Tudo que eu carrego na minha bolsa é um batom e um revólver". Espero que leiam, e gostem!